domingo, 18 de março de 2012

Do que me toca...

Volta


Quantas noites não durmo
A rolar-me na cama
A sentir tanta coisa
Que a gente não pode explicar
Quando ama...


O calor das cobertas
Não me aquece direito
Não há nada no mundo
Que possa afastar
Esse frio do meu peito...


Volta!
Vem viver outra vez a meu lado
Não consigo dormir sem teu braço
Pois meu corpo está acostumado
Mal acostumado...


Volta!
Vem viver outra vez a meu lado
Não consigo dormir sem teu braço
Pois meu corpo está acostumado...


Quantas noites não durmo
A rolar-me na cama
A sentir tanta coisa
Que a gente não pode explicar
Quando ama...


O calor das cobertas
Não me aquece direito
Não há nada no mundo
Que possa afastar
Esse frio do meu peito...


Mas Volta!
Vem viver outra vez a meu lado
Não consigo dormir sem teu braço
Pois meu corpo está acostumado


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

vir a ser...inesgotável

"Em todo adulto espreita uma criança - uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo..."Carl Gustav Jung

sábado, 27 de agosto de 2011

Um olhar

"O poeta me viu

bastou um olhar
e pode ver
a mola mestra
da aprendiz
que sou

a escolha que fiz
no avesso e apesar
da sorte adversa
de não pesar
de ser feliz

poeta é quem vê
o que não é de dizer
e ainda assim

diz"

(Alice Ruiz)

"Tudo demorando em ser tão ruim...Mas alguma coisa acontece.. No quando agora em mim"

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Que vc faria??

Labirintos sem fim.
Com a vida de cabeça para baixo...
Emoções à flor da pele.
Tudo parece por um fio.
Parece por tão pouco, mas não é...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dos mistérios, noites e perfumes da vida

...À noite a cidade é mais bonita
O maior pintor tenta e não imita
E até o poeta que vive na noite
Falando das coisas mais lindas
Falou que falou e ainda não se explica
Que à noite a cidade é misteriosa

É dama de negro cheirando à rosa
De briga, de ódio ou de tédio
De amor, de veneno ou remédio
Eu juro que eu quero morrer na noite...

(Dama da Noite, J. Nogueira)

...um breve momento
numa noite chuvosa
e o perfume da rosa
já faz parte de mim..

sábado, 25 de junho de 2011

Me fait penser...



“Uma infância habita em nós. Quando vamos reencontrá-la nos nossos devaneios, mas ainda que na sua realidade, nós a revivemos em suas possibilidades. Sonhamos tudo o que poderia ter sido, sonhamos no limite da história e da lenda. Para atingir as lembranças de nossas solidões, idealizamos os mundos que fomos criança solitária”. (BACHELARD, 1988, p. 95)


Fonte:
Bachelard, Gaston. (1988) A poética do devaneio. São Paulo, Martins Fontes, 1988.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Re: Shhh...

O Silêncio...
espaço de pensamento,
buraco onde falta o saber,
o não-lugar.
Quando não falo, digo algo...
algo impossível,
indizível,
mas pensável.
Quando calo, olho para dentro,
procuro-me nas lacunas das palavras.
Sim, como é frágil... é insuportável conviver com ele.
Talvez cale por não querer me escutar. Até descobrir um suspiro, uma palavra qualquer que me faça fugir dos pensamentos infames.

Provocada por... http://simulacrosreais.blogspot.com/2011/04/shhh.html

domingo, 8 de maio de 2011

Maman...


Parabéns pelo teu dia...

Obrigada por seres essa Mãe-Real-Mulher-Única -Genuína!
Obrigada por cada olhar, por cada gesto, cada atitude  e cada  fala que ensinam com amor.

terça-feira, 5 de abril de 2011

E por falar em saudade...





Saudade é uma experiência que não termina de terminar.
Saudade é uma alegria entristecendo.

Porque toda alegria só será definitiva depois da saudade. Depois da tristeza.
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E por falar em saudade onde anda você
Onde andam seus olhos que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto de tanto prazer
E por falar em beleza onde anda a canção
Que se ouvia na noite dos bares de então
Onde a gente ficava,onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares,que apesar dos pesares,
Me trazem você
E por falar em paixão, em razão de viver,
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
Aonde anda você?

Onde Anda você?
Composição : Toquinho / Vinicius de Moraes / Hermano Silva

domingo, 27 de março de 2011

L'Enfance

"A infância é um outro: aquilo que, sempre além de qualquer tentativa de captura, inquieta a segurança de nossos saberes, questiona o poder de nossas práticas e abre um vazio em que se abisma o edifício bem construído de nossas instituições de acolhimento. Pensar da infância como um outro é, justamente, pensar essa inquietação, esse questionamento e esse vazio ...

...Quando uma criança nasce, um outro aparece entre nós. E é um outro porque é sempre algo diferente da materialização de um projeto, da satisfação de uma necessidade, do cumprimento de um desejo, do complemento de uma carência ou do reaparecimento de uma perda. É um outro enquanto outro, não a partir daquilo que nós colocamos nela. É um outro porque sempre é outra coisa diferente do que podemos antecipar, porque sempre está além do que sabemos, ou do que queremos ou do que esperamos. Desse ponto de vista, uma criança é algo absolutamente novo que dissolve a solidez do nosso mundo e que suspende a certeza que nós temos de nós próprios."


Larrosa, Jorge – Pedagogia Profana, Autêntica Editora, Belo Horizonte, 2006

Desesperadamente louca... louca com as palavras

Se pesquisar é buscar o que ainda não conhecemos a escrita acompanha os caminhos, descaminhos desta busca, da construção às vezes em terrenos inseguros. Nas palavras de Rosa Montero: “A construção da própria obra é um esforço constante para escrever na fronteira do que você na sabe ” (2004, pg 119)
Escrever na fronteira, no limite é como caminhar em um terreno embarrado, empoçado. Em alguns momentos encontramos pedras firmes e seguras, mas logo as pedras ficam escassas. Não outra solução, senão deixar-se sujar pelo barro e pela certeza da ignorância, do não saber.
De certa forma, escrever exige algo a mais do que conhecimento, exige uma certa dose de humor criativo. O que fazer quando não há mais pedras por perto? Quando a lama já lhe chega aos joelhos? Dou-me conta que não sei... ainda não!
Nessas horas é que a lama gelada, o vazio de idéias pode servir como provocador. Os olhos do gato que brilham no escuro, piscam... pode ser interessante olhar para baixo, para suas roupas imundas e perceber as suas perguntas, suas dúvidas... O que mesmo lhe angustia? O que mesmo lhe faz querer ser pesquisador?
Logo algumas pedras aparecem, leio, busco, penso. Minha cabeça dói. Outras pedras vão surgindo. Leio, risco, rabisco enquanto me sinto uma criança fazendo garatujas, em busca de formas e sentidos. Depois é preciso voltar, sair, respirar. Tomo um copo de água tão gelada que possa me dar certeza que estou viva, que não sou só as letras que escrevo. O que escrevo é invenção, é construção, minha.

Referência Bibliográfica:
MONTERO, Rosa. A louca da casa. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.